sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Aprender a ser pai e marido

Aprender a ser pai e marido
Serviço militar, uma prisão para educar ou um antro de perdição? Para mim foi um como um lar durante dezasseis meses. Se fui obrigado, aprendi a gostar não havia nada a fazer. Homem não me fiz porque já o era, mas aprendi a partilhar, a desenrascar e a conviver.
Chegou a altura de assentar, conhecer a cara-metade e casar. No meu caso aconteceu com vinte e cinco anos. Aprendi a partilhar mas de uma maneira diferente, porque tudo é dividido, inclusive o trabalho de casa
O nascimento do filho, as responsabilidades triplicaram. Aprendi a cuidar, mudar as fraldas, alimentar e educar.
Com trinta e sete anos fui aprender mais alguma coisa que ainda não sabia, nadar.
Com quarenta anos aprendi, outra vez, o que era a escola. Depois de quase trinta anos, regressei à escola para completar o ensino básico. Aprendi a lidar com um computador, aprendi muitas e variadas coisas para alargar os meus horizontes. Obtive mais conhecimentos literários, conheci outras pessoas e fiz novas amizades, aprendi a conviver. Aprendi a respeitar os estudos do meu filho, porque estando a estudar sei o que é lidar com os professores e respeitarmo-nos mutuamente.
Neste momento estou a frequentar o ensino secundário e continuo a aprender. Só espero atingir a meta, e aprender a não desistir.

Sempre aprender! Quem sou eu?



Com vinte e oito anos fui pai
Desde os vinte e sete que marido sou
O tempo de irresponsável já lá vai
Com o filho no berço e o anel no dedo, tudo mudou
A vida é complicada
Vivemos a aprender, morremos sem saber
Encontramos obstáculos, é uma trapalhada
Estamos sempre a procurar, sem nunca encontrar
Será a felicidade que queremos obter?
O amor move montanhas, destrói corações
A saúde é o maior pilar da vida humana
Vivemos de recordações, temos emoções
A aparência também engana.


Cristóvão Martinho Ferreira Sampaio EFA10 Nº7 Área de CP 13/10/2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009